Pular para o conteúdo
Trama Indica

SESMT

Como dimensionar a equipe de SST para uma parada programada

Parada programada junta contratadas, trabalho em altura, espaços confinados e turnos extras. Veja o que pedem a NR 4 e a NR 1 e como montar o time de segurança.

Por Equipe Trama Indica · Atualizado em · 4 min de leitura

Numa parada programada, a equipe de segurança do trabalho precisa crescer junto com a operação. Entram dezenas ou centenas de trabalhadores de contratadas, atividades de alto risco acontecem ao mesmo tempo e os turnos se estendem. A NR 4 prevê que o SESMT seja complementado durante o aumento temporário de trabalhadores. A NR 1 coloca a coordenação das contratadas com a empresa dona da planta. O resto é planejamento.

O que as normas pedem

PontoO que diz a normaItem
Aumento temporárioSe contratações por prazo determinado aumentam o dimensionamento, o SESMT é complementado no períodoNR 4, 4.5.6
Contratadas na contaTrabalhadores de contratadas em atividade não eventual entram no dimensionamento, salvo se atendidos pelo SESMT da contratadaNR 4, 4.5.2 e 4.5.2.2
Técnico por turnoCom mais de um técnico, ao menos um em cada turno com 101 ou mais trabalhadores (grau 3) ou 50 ou mais (grau 4)NR 4, 4.3.6
CoordenaçãoMedidas para riscos da interação entre empresas, definidas em conjunto e coordenadas pela contratanteNR 1, 1.5.8.4
Segurança no localA contratante garante as condições de segurança, higiene e salubridade nas suas dependênciasLei 6.019/1974, art. 5º-A, § 3º

Passo a passo para dimensionar

1. Conte o pico de trabalhadores

Some os empregados próprios que vão trabalhar na parada e os trabalhadores de todas as contratadas, no dia de maior movimento. Separe os que já vêm atendidos pelo SESMT da própria contratada (item 4.5.2.2).

2. Aplique o Anexo II com o pico

Com o grau de risco do estabelecimento e o número do pico, o Anexo II da NR 4 mostra o SESMT mínimo do período. Por exemplo, uma unidade de grau de risco 3 que sai de 400 para 1.200 trabalhadores na parada passa de 2 técnicos de segurança do trabalho em tempo integral para 4 técnicos de segurança do trabalho em tempo integral, 1 engenheiro de segurança do trabalho em tempo integral, 1 auxiliar ou técnico de enfermagem do trabalho em tempo integral e 1 médico do trabalho em tempo integral. O simulador SESMT faz essa conta.

3. Distribua por turno e por frente

O mínimo da norma é o piso. A escala real depende de onde está o risco:

  • Turnos. A regra do item 4.3.6 pede técnico em cada turno maior. Na parada, tarefas críticas também acontecem à noite e no fim de semana.
  • Frentes de alto risco. Trabalho em altura, espaços confinados, serviços em eletricidade, içamentos e trabalhos a quente pedem presença próxima do técnico.
  • Liberação de permissões. Cada permissão de trabalho precisa de alguém para analisar, liberar e acompanhar.

4. Defina quem libera o quê

FrenteNormaPonto de atenção
Trabalho em alturaNR 35Todo trabalho em altura deve ser precedido de análise de risco, e a permissão de trabalho quando aplicável
Espaços confinadosNR 33Permissão de Entrada e Trabalho (PET), supervisor de entrada e vigia
EletricidadeNR 10Prioridade para a desenergização das instalações antes da intervenção

5. Integre as contratadas ao PGR

Pela NR 1, o PGR da contratante inclui as medidas de prevenção para as contratadas que atuam nas suas dependências, ou usa os programas delas, com o inventário de riscos e o plano de ação das atividades contratadas (itens 1.5.8.1 e 1.5.8.1.1). Antes da parada, reúna esses documentos e faça a integração de segurança de todos que vão entrar. Com dezenas de contratadas, a homologação de fornecedores mostra quem está apto no dia e o que vence durante a parada.

Checklist antes de começar

  • Pico de trabalhadores, por empresa e por turno.
  • SESMT do período dimensionado pelo Anexo II, com o reforço definido.
  • Escala dos técnicos cobrindo todos os turnos maiores e as frentes críticas.
  • Fluxo de permissões de trabalho, com responsáveis por frente.
  • Inventário de riscos e plano de ação das contratadas recebidos.
  • Integração de segurança agendada para todos os trabalhadores.
  • Plano de emergência revisado para o período.

Onde a Trama Indica ajuda

A Trama Indica reforça o time de segurança pelo período da parada, com técnicos e engenheiros de segurança por turno e por frente, registro conferido e gestão da escala. Veja segurança do trabalho terceirizada ou peça uma proposta na página de contato.

Dúvidas

Perguntas sobre o tema

A parada programada muda o tamanho do SESMT?

Pode mudar. A NR 4 diz que, se a contratação de trabalhadores por prazo determinado aumentar o dimensionamento, o SESMT deve ser complementado durante o período do aumento (item 4.5.6). E os trabalhadores de contratadas que atuam de forma não eventual entram na conta, a menos que sejam atendidos pelo SESMT da contratada (item 4.5.2).

Quem coordena a segurança das contratadas na parada?

A contratante. Quando os riscos resultam da interação entre as atividades das empresas, as medidas de prevenção são definidas em conjunto, sob a coordenação da organização contratante (NR 1, item 1.5.8.4).

Quais normas entram numa parada programada?

Depende das frentes de serviço. Trabalho em altura segue a NR 35, que exige análise de risco antes de todo trabalho em altura. Espaços confinados seguem a NR 33, com permissão de entrada e trabalho, supervisor de entrada e vigia. Serviços em eletricidade seguem a NR 10.

Dá para contratar técnicos de segurança só para o período da parada?

Dá. O time pode ser contratado por período definido para reforçar a segurança durante a parada, com a escala de cada turno e das frentes críticas.

Trama Indica

Quem protege e quem produz, na mesma trama.

Indústrias que precisam de time técnico falam com a Trama Indica. A gente monta o time e cuida da gestão.

Falar com especialista